Julho Amarelo – Prevenção e Controle das Hepatites Virais

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Com objetivo de chamar atenção e reforçar medidas preventivas e de controle das hepatites virais no Brasil, em 2019 foi instituído por meio da LEI Nº 13.802 o julho amarelo.  Conhecido como o mês de luta contra a doença, diversas ações de controle vigilância costumam serem intensificadas neste período.

No entanto, talvez em função da pandemia do novo coronavírus, até o momento não foi divulgado pelo Governo do Estado a programação a ser realizada no Maranhão que confirmou, entre 2007 e dezembro de 2018, 9.021 casos de hepatites virais (HV).

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, MS, três milhões de pessoas estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial, seja portadora de hepatite C cronica.

O MS presume que a falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste gratuitamente em qualquer posto de saúde e, no caso positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

Doença

As hepatites são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas. Quando estes aparecem, podem ser cansaço, enjoo, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras, entre outros.

O diagnóstico precoce é primordial para a prevenção das principais complicações que os subtipos da doença causam, como cirrose hepática e hepatocarcinoma, que podem levar a morte.

Tipos de Hepatites

– Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado.  A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.

– Hepatite D: causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E: causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.

São Luís, 06 de Julho de 2020

© Revista Saúde News Nordeste ©

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