OMS indica necessidade de compromisso político para acabar com a Tuberculose

Os esforços globais para combater a tuberculose pouparam cerca de 53 milhões de vidas desde 2000 e reduziram a taxa de mortalidade pela doença em 37%, de acordo com o Global TB Report 2017, divulgado nesta segunda-feira (30) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar dessas conquistas, o último cenário é sombrio. A tuberculose continuou a ser a principal assassina infecciosa em 2016. Também é a principal causa de mortes relacionadas à resistência antimicrobiana e entre pessoas com HIV. O progresso na maioria dos países está paralisado e não é rápido o suficiente para atingir as metas globais ou preencher as lacunas persistentes nos cuidados e prevenção da doença. “O mundo se comprometeu a acabar com a epidemia de tuberculose até 2030, mas as ações e investimentos não correspondem à retórica política. Precisamos de uma abordagem dinâmica, global e multissetorial”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “A boa notícia é que finalmente temos duas ótimas oportunidades para avançar: a primeira Conferência Ministerial Mundial da OMS para Acabar com a Tuberculose, em Moscou ainda este ano, seguida da primeira Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre a doença, em 2018. As duas iniciativas vão criar um impulso, engajar diferentes setores e acelerar nossos esforços para tornar a tuberculose parte do passado.”

Carga global da doença

Em 2016, havia cerca de 10,4 milhões de novos casos de tuberculose em todo o mundo, dos quais 10% aconteceram entre pessoas que vivem com HIV. Sete países representaram 64% da carga total, com a Índia no topo, seguida pela Indonésia, China, Filipinas, Paquistão, Nigéria e África do Sul. Estima-se que 1,7 milhão de pessoas morreram pela doença, incluindo cerca de 400 mil pessoas que foram coinfectadas com HIV. Essa é uma queda de 4% em relação a 2015. A Tuberculose Multidroga Resistente (TB-MDR) continua a ser uma crise de saúde pública e uma ameaça à segurança da saúde. A OMS estima que houve 600 mil novos casos de resistência à Rifampicina – o medicamento de primeira linha, mais eficaz. Do total de casos, 490 mil representavam TB-MDR. Quase metade deles se concentrou na Índia, na China e na Federação Russa.

“O grande número de mortes e sofrimento falam por si mesmos – não estamos acelerando o suficiente”, afirmou Mario Raviglione, diretor do Programa Global de Tuberculose da OMS. “A ação rápida para a cobertura universal de saúde e proteção social, bem como avanços em pesquisa e inovações, será fundamental para permitir o acesso aos cuidados dos mais altos padrões, centrados nos pacientes, especialmente para pessoas mais pobres e desfavorecidas em todos os lugares”.

Desafios

O enfrentamento da epidemia requer ações para reduzir as lacunas nos cuidados e no financiamento. Também requer progresso em um subconjunto específico de países com grande carga de tuberculose. A subnotificação e o subdiagnóstico dos casos da doença continuam a ser um desafio, especialmente em países com grandes setores privados não regulamentados e sistemas de saúde inconsistentes. Dos 10,4 milhões de novos casos estimados, apenas 6,3 milhões foram detectados e notificados oficialmente em 2016, deixando uma diferença de 4,1 milhões. Índia, Indonésia e Nigéria representaram quase metade desse hiato global.

Apenas um em cinco casos de TB-MDR teve tratamento iniciado. Índia e China representam 39% da lacuna global. O sucesso do tratamento permanece baixo – 54% em nível mundial. Dos quase meio milhão de casos de tuberculose relatados em associação ao HIV, 15% não estavam em terapia antirretroviral, conforme recomendado pela OMS. A maioria das lacunas relacionadas à doença associada ao HIV está na Região Africana, segundo a OMS. O tratamento preventivo da tuberculose está se expandindo em dois grupos de risco prioritários: pessoas vivendo com HIV e crianças menores de cinco anos. No entanto, a maioria das pessoas elegíveis para tratamento preventivo não está conseguindo acessá-lo. Para cuidados e prevenção da tuberculose, os investimentos em países de baixa e média renda caíram para quase US$ 2,3 bilhões abaixo dos US$ 9,2 bilhões necessários neste ano. Além disso, é preciso pelo menos US$ 1,2 bilhão por ano para acelerar o desenvolvimento de novas vacinas, diagnósticos e medicamentos. “O déficit no financiamento da tuberculose é uma das principais razões pelas quais o progresso não é rápido o suficiente para estar no caminho certo e atingir os objetivos finais”, argumentou Katherine Floyd, coordenadora da Unidade de Monitoramento e Avaliação da OMS no Programa Global de Tuberculose. “Temos um duplo desafio. Mais financiamento interno é necessário em países de média renda, sendo necessário também um maior apoio internacional aos doadores para apoiar os países de baixa renda”.

Ação multissetorial

Acabar com a epidemia de tuberculose requer ações além do setor da saúde para enfrentar os fatores de risco e determinantes da doença. Pela primeira vez, o relatório global apresenta os resultados de um novo quadro multissetorial de monitoramento, que identifica vínculos com a epidemia da tuberculose em sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A análise do estado mais recente dos indicadores para os 30 países com alta carga de tuberculose mostra que a maioria deles será desafiada a atingir as metas dos ODS.

A Conferência Ministerial Mundial da OMS que visa aumentar a ação multissetorial e acabar com a Tuberculose na era do desenvolvimento sustentável, acontecerá em Moscou de 16 a 17 de novembro deste ano. No evento acontecerá a primeira reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU no qual abordará o tema: Tuberculose no ano de 2018, com o intuito de firmar compromissos com os chefes de Estado.

Fonte: Organização Mundial de Saúde

Reumatismo não ataca somente idosos

As doenças reumáticas atingem grande parte da população adulta mas, cada vez mais, as crianças se tornam o alvo desta patologia. É preciso conhecer para trata-las

O dia 30 de outubro é o Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo, uma doença que se apresenta de forma variada, podendo se iniciar não só em idosos, mas também em crianças e adolescentes. A maioria das pessoas pensam que as doenças reumáticas são exclusivas da população adulta. De fato, muitas das condições ditas “reumáticas” são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil.

Essas doenças geram nas crianças, sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e algumas delas, podem levar a danos e limitações permanentes, comprometendo o futuro dos pequenos pacientes.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) mostram que as doenças reumáticas atingem 10% da população mundial e cerca de 20 milhões de brasileiros, com manifestações em pessoas de qualquer idade.

Sintomas

De uma hora para a outra, a criança passa a cair repetidamente, tropeçar ou caminhar com dificuldade, deixando de fazer atividades rotineiras como correr ou jogar bola. Ou, então, começa a sentir algum tipo de dor que pode ser constante, sem melhora com analgésicos e se intensificando até mesmo em repouso. Estes, podem ser sintomas de problemas reumatológicos e de inflamações nas articulações. As causas são as mais diversas: má postura, infecções na garganta e predisposição genética.

Artrite

Ao contrário da crença popular a artrite acomete crianças e adolescentes. A artrite reumatoide juvenil é uma doença relativamente rara, mas é apenas um dos tipos de artrite que podem afetar crianças. É também a mais comum. A doença ocorre em qualquer idade antes dos 16 anos, mas os picos de maior incidência estão entre 1 e 5 anos e de 10 a 14 anos de idade. Além das articulações, a artrite reumatoide juvenil pode afetar outras partes do corpo como coração, olhos, músculos, tendões, fígado e pele. É uma doença que pode persistir por anos, com períodos eventuais de remissão e atividade, quando o paciente tem dores e febre. A doença pode causar complicações para a vida da criança, como deixar de utilizar normalmente um membro do corpo como um braço ou uma perna. No entanto, quando tratada de forma adequada, a maior parte das crianças afetadas tem uma vida independente e de boa qualidade.

Tratamento

Dependendo da causa, o tratamento requer o uso de anti-inflamatórios, antibióticos, e drogas para prevenir a progressão da doença, além de fisioterapia e até mesmo psicoterapia. A avaliação do especialista é indispensável. A detecção e tratamento precoce desses problemas possibilitam a prevenção de danos permanentes. Com tratamento adequado, a criança com doença reumatológica pode ter uma vida praticamente normal.

É importante ficar atento, pois toda criança com inchaço, dificuldade de movimentar alguma articulação ou que tenha febre prolongada, sem causa evidente, deve procurar um médico.

Fonte: Ministério da Saúde

Atenção mulherada! saiba como combater a TPM

Primeiramente é importante deixar claro que se sua Tensão Pré Menstrual (TPM) for bem severa, o recomendável é procurar , um médico o mais rápido possível para descobrir qual é a causa desse desequilíbrio hormonal. Mas, se seu nível de TPM é moderado ou mais fraco, que tal experimentar algumas dicas naturais para amenizar os sintomas?

Os sintomas da TPM (que vão desde a depressão ao ganho de peso ou sensação de inchaço) variam de mulher para mulher. Duram geralmente entre 5 a 10 dias antes da menstruação. Atualmente, acredita-se que a função fisiológica do ovário seja a causa das alterações neuropsicoendócrinas que interferem tão drasticamente na vida das mulheres.

Estilo de vida

Manter um estilo de vida saúdável vai melhorar muito seu bem-estar em geral, inclusive os sintomas da TPM.

Uma boa alimentação, associada ao consumo de frutas nesse período, deve ser intensificado. A quantidade de água ingerida também deve ser generosa e a redução no consumo de sal, açúcar, cafeína e álcool também podem ajudar em problemas como na retenção de líquidos, irritabilidade e cólicas. Em relação as atividades físicas, durante a prática, há liberação de endorfinas, causando sensação de bem-estar. Portanto, movimente-se! Caminhadas ao ar livre, especialmente em lugares em contato com a natureza são altamente benéficos.

Dormir bem e evitar o estresse também devem fazer parte desse estilo de vida mais saudável.

Vitaminas e Minerais 

*Cálcio e Vitamina D: Uma dieta rica em cálcio e vitamina D podem dar um “chega-pra-lá” na tensão pré-menstrual. A dupla diminui a contração muscular do útero e a retenção de líquidos, aliviando cólicas, dores nas costas e o inchaço. Além de tomar sol (ou fazer suplementação de vitamina D), abuse do gergelim e vegetais verde escuros.

*Vitamina E: A vitamina E pode aliviar sintomas como ansiedade e sensibilidade mamária entre outros. Por ser antioxidante, recomenda-se o consumo de alimentos fonte de vitamina E. Alimentos: germe de trigo, nozes, carnes, amendoim, óleos vegetais, ovos.

*Magnésio: O magnésio também está envolvido na atividade da serotonina e de outros neurotransmissores, e sua deficiência pode amplificar os sintomas da TPM. Alimentos fontes: leite, leguminosas, cereais integrais, vegetais e folhas verde escuras.

*Vitamina B6: A vitamina B6 atua na formação de serotonina e dessa forma proporciona melhora nos sintomas de alterações de humor. Por isso, indica-se que se atinja as recomendações diárias desta vitamina. Alimentos fontes: fígado, ovos, soja, aveia, farelo de trigo, batata, germe de trigo, cenoura, amendoim, nozes, etc.

Tratamentos naturais

Chás diuréticos são excelentes indicações para ajudar a aliviar o inchaço e também alguns ajudam a acalmar (camomila, hibisco, erva-doce e chá verde).

A erva-de-São-João ajuda a aliviar a insônia e melhora a depressão.

Outra erva interessante é o vitex agnus-castus, usado para aliviar os sintomas da TPM há centenas de anos. Este arbusto originário da região mediterrânea é utilizado na medicina popular como chá para re-equilíbrio hormonal, contra insônia e a ansiedade.

Óleo de Prímula

O óleo de prímula é um dos medicamentos naturais que tem efeitos confirmados no combate aos sintomas da TPM. Ideal para amenizar dores nas mamas, e outros sintomas desagradáveis. Além de permitir o alívio dos desagradáveis sintomas como irritabilidade, mau humor, depressão, dores e inchaços nos seios, ele não tem os inconvenientes causados por tratamentos à base de anti-inflamatórios e antidepressivos.

Esse efeito se deve ao linolênico, que funcionam como intermediários nas sínteses de outras substâncias reguladoras dos hormônios sexuais femininos. Essa propriedade de regulador hormonal do óleo de prímula ameniza os sintomas da TPM e ele ainda possui um ótimo efeito sobre a pele, controlando a oleosidade e mantendo sua elasticidade.

 

Dia nacional de luta pelos direitos das pessoas com Doenças Falciformes

A Doença Falciforme (DF) é uma das doenças hereditárias mais comuns no mundo. A mutação teve origem no continente africano e pode ser encontrada em populações de diversas partes do planeta, com altas incidências na África, Arábia Saudita e Índia. No Brasil, devido à grande presença de afrodescendentes, que é uma das bases da população do país, a DF está no grupo de doenças e agravos relevantes. Sua principal característica é a alteração das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue). Essas células alteradas tomam a forma de foice (daí o nome falciforme) e não circulam facilmente pelos vasos sanguíneos. Esse bloqueio na circulação impede a chegada do oxigênio aos tecidos, o que desencadeia uma série de sintomas. As pessoas com doença falciforme podem apresentar anemia crônica e episódios frequentes de dor severa, decorrentes da má circulação.

A anemia falciforme tem cura?

Estima-se que 25 mil a 50 mil pessoas tenham a doença no Brasil, que apresenta alta morbidade e mortalidade precoce. A doença se manifesta, na maioria das vezes, após os seis meses de vida do bebê, mas o diagnóstico deve acontecer na primeira semana de vida, como é estabelecido no Programa Nacional de Triagem Neonatal/PNTN, por meio do “Teste do Pezinho”. Todos os medicamentos que compõem a rotina do tratamento estão normatizados e são distribuídos gratuitamente no SUS. A vacinação estabelecida no calendário nacional também é outro importante fator de redução da mortalidade infantil por infecções, pois as crianças com doença falciforme possuem um risco aumentado em 400 vezes em relação à população em geral. Estudos recentes com células-tronco demonstraram bom prognóstico para o tratamento da anemia falciforme, porém o risco ainda é grande e ainda está em fase experimental. Outras condutas terapêuticas ainda estão sendo estudadas, como a hidroxiuréia.

Avanço

A partir de 2015 as pessoas com Doença Falciforme passaram a contar com uma nova opção para o tratamento, com possibilidade de cura. O Ministério da Saúde publicou em 1º de julho a Portaria SCTIE/MS nº 30/2015, que incorpora ao Sistema Único de Saúde (SUS) o Transplante de Células Tronco-Hematopoéticas (TCTH) entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical. Estudos já demonstravam um aumento na sobrevida de dois anos em 90% dos casos transplantados e em outros foi evidenciado que pessoas com doença falciforme deixaram de utilizar a morfina para o controle da dor após o transplante. A novidade foi incorporada pelo Ministério da Saúde por indicação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), após ampla discussão com diversos segmentos da sociedade por meio de consulta pública.

Outro avanço foi a implantação do sistema informatizado Hemovida Web – Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias – HWDFH que foi desenvolvido com o objetivo de sistematizar informações, permitindo o monitoramento da doença falciforme e contribuindo para o planejamento das ações da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, possibilitando uma melhor organização da atenção a essas pessoas.

Doença Falciforme é contagiosa?

A Doença Falciforme é passada através da herança genética. A herança é passada dos pais aos filhos, através dos genes, contidos no DNA. Recebemos a metade de nossa herança genética do pai, através do espermatozoide e, a outra, da mãe, através do óvulo e estas metades se unem durante a fecundação, compondo a informação genética da criança. Por tanto, a Doença Falciforme não se pega por contato, transfusão ou contato sexual.

Fonte: Ministério da Saúde

 

Saúde vai reincluir medicações oncológicas e hospitalares em lista do SUS

A lista padroniza os medicamentos indicados para a assistência no SUS. Uma versão é publicada a cada dois anos, com a inclusão de medicamentos que foram incorporados nesse período

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (25) que vai reincluir medicações indicadas para a assistência hospitalar e oncológica na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, eles estavam fora do rol desde 2010. Além disso, para 2018, a Rename será modernizada e estará disponível em uma ferramenta online para consulta de gestores, profissionais de saúde, usuários e órgãos de controle do país.

Com a reinclusão, a Rename contará com, no mínimo, 1.098 medicamentos e insumos; a última lista tinha 869 itens. Entre os medicamentos estão anestésicos e adjuvantes, antimicrobianos, antídotos, além de medicamentos oncológicos e para nutrição parenteral e parto. A proposta foi construída após análise técnica com base na indicação e uso desses fármacos no país e no mundo. Segundo o ministério, especialistas avaliarão a nova lista e poderão propor alterações. A Rename padroniza os medicamentos indicados para a assistência no SUS. Uma versão da lista é publicada a cada dois anos, com a inclusão de medicamentos que foram incorporados ao SUS no período. Essa versão da Rename 2017 será apresentada na segunda-feira, durante o 8º Fórum Nacional de Assistência Farmacêutica no SUS, em Maceió (AL). A nova Rename, já ampliada e publicada online, estará disponível até o final deste ano.

Transparência

A nova lista trará os medicamentos divididos por níveis de atenção e cuidado: atenção básica, atenção especializada ambulatorial, atenção hospitalar e oncológica. Nas últimas edições, a Rename atendia a critérios técnicos do Ministério da Saúde de acordo com o financiamento da assistência farmacêutica, dividida por: básicos, estratégicos e especializados. Os medicamentos da lista também virão com a indicação de onde eles podem ser encontrados e qual órgão é o responsável pela sua aquisição (União, Estados ou municípios).

Segundo o ministério, para os profissionais de saúde, a nova relação vai facilitar a indicação de tratamento adequado além de direcionar melhor o paciente sobre onde ele pode retirar o fármaco. Já para usuários do SUS, Poder Judiciário e órgãos de controle, a padronização dá transparência sobre qual o órgão responsável por garantir a assistência farmacêutica, em casos de ações judiciais.

“Estamos transformando a Rename em uma ferramenta dinâmica, disponível para as pessoas. O que era um documento burocrático passa a ser um documento de informação para todos. E, tendo essa informação, evidentemente, as pessoas buscarão consolidar o seu direito de acesso a esses medicamentos”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Segundo ele, os medicamentos oncológicos e hospitalares reincluídos também passam a constar no Banco de Preços da Saúde (BPS), o que pode gerar uma economia para as contas públicas, já que o banco oferece informações qualificadas de preços praticados nas aquisições de medicamentos e produtos para a saúde.

 

Hoje é comemorado o dia do dentista

Comemore conosco os avanços da odontologia

No Brasil, o dia do dentista é comemorado em 25 de outubro. Através de uma portaria do Conselho Federal de Odontologia, a data passou a homenagear quem se dedica à profissão no Brasil.  Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), o dentista não é responsável apenas pela saúde bucal da população, seu trabalho envolve, inclusive, a prevenção de outras doenças no organismo; trata dos problemas da gengiva, boca e ossos da face. Na verdade, ele cuida da saúde bucal como um todo, além da parte estética.

A profissão pode ser considerada uma arte com alto senso estético e apurada técnica, executada por um profissional que tem papel fundamental na qualidade da saúde. Quando de sua regularização, em 1629, por meio de carta régia, foi considerada exercício da arte dentária. Como atua em prevenção, tratamento e reabilitação das doenças bucais, pede conhecimento científico, experiência, tenacidade, muito estudo e constante reciclagem por parte dos profissionais da área.

Especialização

O maior investimento que o profissional da odontologia deve fazer é no seu constante desenvolvimento. Manter ativo um processo de aperfeiçoamento profissional, atualizando-se com as novas técnicas e materiais é uma forma segura de conseguir se destacar no mercado.

É importante ressaltar que programas de governo como o Programa Saúde da Família (PSF), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEOs) têm incorporado nos últimos anos um grande contingente de profissionais da odontologia, o que aumentou a oferta de empregos no setor público.

Há pouco mais de 10 anos a odontologia passou a ser um dos programas prioritários do Ministério da Saúde, o que se traduz em investimentos, gastos e custeio. Nos próximos anos, com certeza haverá uma maior demanda por esse profissional no setor público.

Tecnologia

A odontologia é atualmente uma das ciências que mais tiveram avanços. Isso faz com que muitas pessoas procurem os consultórios odontológicos para tratamentos que trazem resultados quase que imediatos pela tecnologia, precisão, perfeição rapidez, eficácia, beleza e naturalidade.  Dentre alguns avanços tecnológicos, destacam-se:

*Tecnologia CAD/CAM e Odontologia 3D (possibilitam a confecção de dentes previamente projetados em computador);

* Materiais utilizados em próteses (Podemos destacar a zircônia e a porcelana – que são brancas, muito resistentes e estéticas porque são livres de metais na estrutura);

* Cirurgia guiada (cirurgia para colocação de implantes que pode ser previamente simulada em computador com base em imagens de tomografia computadorizada);

* Enxertos ósseos (nos últimos anos foram desenvolvidos biomateriais de alta tecnologia para os procedimentos que necessitam de correção de falhas ósseas, principalmente para colocação de implantes dentários. Esses materiais foram desenvolvidos para minimizar rejeições e para acelerar a formação de novo tecido ósseo).

 

Repasse de R$ 9,4 milhões amplia exames para câncer de mama

 

Ministério da Saúde pretende realizar 200 mil mamografias e biópsias por ano. Diagnóstico precoce reduz mortalidade da doença

Para ampliar o acesso a exames de diagnóstico do câncer de mama pela rede pública, o Ministério da Saúde dobrou os valores repassados a esses procedimentos essenciais. Ao todo, serão investidos R$ 9,4 milhões por ano, que devem triplicar os exames realizados. Com a medida, a quantidade de exames anuais deve saltar de 69,3 mil para 200 mil. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebe R$ 4 bilhões para o tratamento de pacientes com câncer, o que envolve cirurgias, iodo, quimio e radioterapia. Além do aumento no investimento, o Ministério da Saúde ainda adquiriu 100 aceleradores lineares, que são equipamentos essenciais para a radioterapia.

Diagnóstico

Para elevar as chances de cura dos pacientes, a meta é detectar a doença ainda no início. A investigação do possível tumor começa com a mamografia, cujo diagnóstico é confirmado com punções, biópsias e anatomopatológicos (avaliação de células em microscópio), que ajudam a definir o tratamento que será seguido.

De acordo com o Inca, a mamografia para rastrear o tumor é recomendada para mulheres com 50 a 69 anos de idade, a cada dois anos. O diagnóstico precoce começa em casa, com o autoexame, em que as mulheres precisam apalpar as mamas para identificar possíveis nódulos e alterações. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que 58 mil mulheres serão acometidas pelo câncer de mama neste ano.

É preciso estar atenta ao fatores de risco. Obesidade e sedentarismo aceleram a produção de hormônios e estão associados à doença, assim como histórico familiar em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos.

Autoexame

O Inca orienta que as mulheres façam a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal, sem necessidade de uma técnica específica de autoexame ou de determinado período do mês.

Rede pública

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, foram realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) 4,1 milhões de mamografias. A faixa etária prioritária, mulheres de 50 a 69 anos, representa a maior parte do atendimento: 2,55 milhões de exames. A rede pública de saúde oferece assistência integral aos pacientes com câncer, desde diagnóstico, tratamento, acompanhamento até oferta de medicamentos. Os recursos destinados a esse atendimento cresceram 49% entre 2010 e 2016, chegando a R$ 3 bilhões ano passado.

Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia.

Dia do dentista será comemorado em 25 de outubro

A data celebra a importância do profissional que se dedica aos cuidados e saúde da boca humana, tratando desde cáries a problemas mais graves. O dia serve também, para conscientizar a sociedade da importância de manter uma boa higiene bucal.

Estamos na semana em que se comemora o dia nacional do dentista que coincide com a assinatura do decreto 9.311 que criou os primeiros cursos de graduação em odontologia no país, especificamente nos estados da Bahia e Rio de Janeiro. Através de uma portaria do Conselho Federal de Odontologia, a data passou a homenagear quem se dedica à profissão no Brasil.  Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), o dentista não é responsável apenas pela saúde bucal da população. Seu trabalho envolve, inclusive, a prevenção de outras doenças no organismo; trata dos problemas da gengiva, boca e ossos da face. Na verdade, ele cuida da saúde bucal como um todo, além da parte estética.

Atuação
Dentre as funções, o profissional da área pode se especializar como clínico geral, cirurgião dentista (realiza cirurgias), endodontista (trata da polpa e da raiz dos dentes), implantodontia (pode fazer restaurações, obturações, projetar e instalar próteses e dentaduras, faz implante de próteses nos maxilares), estética (corrige a posição dos dentes e faz clareamento),  periodontista (trata as doenças da gengiva e dos ossos da boca), ortodontista (faz alterações estéticas, na mordedura e na posição dos dentes através do uso de aparelhos dentários), odontopediatria (cuida especificamente de doenças de crianças), traumatologia e cirurgia bucomaxilofacial (diagnostica e trata doenças, lesões e traumas na boca, maxilar e face).

Saúde bucal
Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que possamos falar bem e mastigar corretamente os alimentos. É importante ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorosa e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção, estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivite e outros problemas bucais:
*Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente;
*Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições;
*Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor;
*Usar enxaguante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.
É importante ressaltar que a visita periódica ao dentista é recomendada para todas as fases da vida e há profissionais especializados no cuidado com a saúde bucal do paciente em todas as idades.

Liminar que impedia enfermeiros de requisitar exames foi derrubada pelo TRF

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região acatou recurso contra a liminar da 20ª Vara Cível do Distrito Federal, que impedia a requisição de exames por enfermeiros, prejudicando o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A liminar está suspensa até o julgamento do mérito do processo.

Recurso da Advocacia-Geral da União apontou que a liminar baseou-se em “premissas equivocadas” e representou “indevida ingerência do Poder Judiciário na execução da política pública de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde”, gerando “grave lesão à ordem público-administrativa e à saúde pública”.

A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor). A consulta de Enfermagem, o diagnóstico de Enfermagem e a prescrição de medicamentos em protocolos são competências dos enfermeiros estabelecidas na Lei 7.498/1986, regulamentada pelo Decreto 94.406/1987 e pela Portaria MS 2.436/2017.

A restrição imposta pela decisão liminar afetou o atendimento a milhares de brasileiros, atrasando ou inviabilizando exames essenciais, inclusive pré-natais, além de interromper protocolos da Estratégia de Saúde da Família, prejudicando programas como o acompanhamento de diabéticos e hipertensos (“hiperdia”), tuberculose, hanseníase, DST/Aids, dentre outros.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) permanece firme na missão constitucional de regular e fiscalizar a profissão, e continuará tomando todas as medidas judiciais necessárias para salvaguardar o pleno atendimento à população.

“O bom-senso prevaleceu. Os profissionais de Enfermagem poderão continuar fazendo o que sabem e fazem bem: cuidar da Saúde das pessoas”, comemorou o presidente do Cofen, Manoel Neri. “É uma retumbante vitória da Enfermagem e do Sistema Único de Saúde”.

Leia aqui, a íntegra da decisão do TRF da 1ª Região.

 

Fonte: Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (CORENMA).

Saiba como funcionam as vacinas

As vacinas agem estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos, que podem combater doenças infecciosas, tornando o indivíduo imune às mesmas.

O objetivo das imunizações é estimular o organismo a produzir anticorpos contra determinados germes, principalmente bactérias e vírus. O nosso sistema imunológico cria anticorpos específicos sempre que entra em contato com algum germe. Se entramos em contato com o vírus da rubéola, por exemplo, ficamos doente apenas uma vez, pois o corpo produz anticorpos que impedem que o vírus volte a nos infectar no futuro. A lógica da vacina é tentar estimular o organismo a produzir anticorpos sem que ele precise ter ficado doente antes.

Geralmente uma vacina age apenas contra um único germe. Por exemplo, a vacina contra o sarampo não protege o paciente contra catapora e vice-versa. Já existem vacinas conjuntas, que são na verdade duas ou mais vacinas dadas em uma única administração, como a vacina tríplice viral, que é composta por três vacinas em uma única injeção: sarampo, rubéola e caxumba. O sistema imune é estimulado simultaneamente contra esses três vírus.  É importante ressaltar que nem toda vacina pode ser dada em conjunto.

A grande dificuldade na hora de desenvolver uma vacina é criá-la de modo que a bactéria ou vírus consigam estimular o sistema imunológico a criar anticorpos, mas não sejam capazes de provocar doença. Às vezes, basta expor o organismo à bactéria ou ao vírus mortos para haver produção de anticorpos e tornar o paciente imune a este germe. Porém, nem todos os vírus ou bactérias mortos são capazes de estimular o sistema imune, fazendo com que tenhamos que buscar outras soluções para imunizar o paciente. O grau de maturidade do sistema imunológico também é importante; o ideal seria podermos dar logo todas as vacinas ao recém-nascido, mas infelizmente isso não funciona. O nosso sistema imune precisa de tempo para se desenvolver e ser capaz de gerar anticorpos quando estimulados pela vacinação.

Tipos de vacinas

Vacina atenuada: O Microrganismo (bactéria ou vírus vivos), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo assim o seu poder infeccioso. As vacinas contra caxumba, rubéola, sarampo, febre amarela, varicela, rotavírus, BCG e poliomielite (oral) são exemplos de vacinas atenuadas.

Vacina inativa: Estas vacinas têm como desvantagem induzir uma resposta imunitária subóptima, o que por vezes requer a necessidade de administrar várias doses de reforço. Alguns exemplos das inativadas são as vacinas da poliomielite (injetável), hepatite A, hepatite B, influenza, HPV e a DTP (contra difteria, tétano e coqueluche).

Vacina toxoide: Vacina feita com toxinas modificadas de bactérias Seu objetivo é prevenir as doenças que são causadas não pela bactéria em si, mas pela toxina que ela produz dentro do nosso corpo. Exemplo: difteria e tétano.

Vacina conjugada: Combatem doenças causadas por bactérias encapsuladas (possuem uma capa protetora de polissacarídeos). A vacina age conectando esses polissacarídeos a antígenos aos quais nosso sistema imune responde de maneira eficaz. Exemplo: pneumocócica 23.

Por que várias doses?

De acordo com o Centro para Controle de Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos, existem algumas razões principais para que os bebês precisem de mais de uma dose da maioria das vacinas, tais como: algumas não fornecem imunização adequada já na primeira dose, o que é particularmente verdade nas vacinas inativadas, produzidas com o microrganismo morto; outras vacinas como aquelas contra a difteria e o tétano, ajudam a desenvolver proteção já na primeira série de injeções mas, com o passar do tempo, é como se essa imunização fosse desaparecendo e também porque algumas vacinas são produzidas com as variações do vírus na qual são esperados em determinadas épocas do ano, como é o caso das vacina contra a gripe, cuja injeções são anuais porque são vírus mudam com rapidez e variam ao longo do tempo.

* Fonte: Centro para Controle de Doenças Infecciosas (DCD), Estados Unidos