Reumatismo não ataca somente idosos

As doenças reumáticas atingem grande parte da população adulta mas, cada vez mais, as crianças se tornam o alvo desta patologia. É preciso conhecer para trata-las

O dia 30 de outubro é o Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo, uma doença que se apresenta de forma variada, podendo se iniciar não só em idosos, mas também em crianças e adolescentes. A maioria das pessoas pensam que as doenças reumáticas são exclusivas da população adulta. De fato, muitas das condições ditas “reumáticas” são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil.

Essas doenças geram nas crianças, sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e algumas delas, podem levar a danos e limitações permanentes, comprometendo o futuro dos pequenos pacientes.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) mostram que as doenças reumáticas atingem 10% da população mundial e cerca de 20 milhões de brasileiros, com manifestações em pessoas de qualquer idade.

Sintomas

De uma hora para a outra, a criança passa a cair repetidamente, tropeçar ou caminhar com dificuldade, deixando de fazer atividades rotineiras como correr ou jogar bola. Ou, então, começa a sentir algum tipo de dor que pode ser constante, sem melhora com analgésicos e se intensificando até mesmo em repouso. Estes, podem ser sintomas de problemas reumatológicos e de inflamações nas articulações. As causas são as mais diversas: má postura, infecções na garganta e predisposição genética.

Artrite

Ao contrário da crença popular a artrite acomete crianças e adolescentes. A artrite reumatoide juvenil é uma doença relativamente rara, mas é apenas um dos tipos de artrite que podem afetar crianças. É também a mais comum. A doença ocorre em qualquer idade antes dos 16 anos, mas os picos de maior incidência estão entre 1 e 5 anos e de 10 a 14 anos de idade. Além das articulações, a artrite reumatoide juvenil pode afetar outras partes do corpo como coração, olhos, músculos, tendões, fígado e pele. É uma doença que pode persistir por anos, com períodos eventuais de remissão e atividade, quando o paciente tem dores e febre. A doença pode causar complicações para a vida da criança, como deixar de utilizar normalmente um membro do corpo como um braço ou uma perna. No entanto, quando tratada de forma adequada, a maior parte das crianças afetadas tem uma vida independente e de boa qualidade.

Tratamento

Dependendo da causa, o tratamento requer o uso de anti-inflamatórios, antibióticos, e drogas para prevenir a progressão da doença, além de fisioterapia e até mesmo psicoterapia. A avaliação do especialista é indispensável. A detecção e tratamento precoce desses problemas possibilitam a prevenção de danos permanentes. Com tratamento adequado, a criança com doença reumatológica pode ter uma vida praticamente normal.

É importante ficar atento, pois toda criança com inchaço, dificuldade de movimentar alguma articulação ou que tenha febre prolongada, sem causa evidente, deve procurar um médico.

Fonte: Ministério da Saúde

Os perigos da atividade física sem orientação profissional

“Em casos de lesão, é de extrema importância que se procure sempre um Ortopedista especializado, apto a empregar os conhecimentos e as técnicas mais modernas e atualizadas ao tratamento” (Dr. Edson Memória)

O exercício físico pode ser considerado um pré-requisito fundamental para o bem estar e integridade física humana. O problema é que muitas pessoas praticam atividades sem nenhuma orientação. E eventos como as Olimpíadas Rio 2016, induz ainda mais essa prática – o que pode resultar em riscos sérios para a saúde.
Sobre esse e outros assuntos a Revista Saúde News conversou com o médico Edson Memória, Ortopedista e Traumatologista, especialista em Mãos e Joelhos.
“Com o incremento do número de praticantes de atividades físicas, bem como das diferentes modalidades hoje praticadas, as lesões esportivas hoje ocupam um lugar de destaque no consultório do Ortopedista. No país do futebol as lesões do joelho e da mão são extremamente comuns, áreas nas quais atuo realizando o tratamento clinico e cirúrgico. Encontramos desde contusões simples até traumas gravíssimos, envolvendo fraturas e lesões ligamentares ”, disse o ortopedista.
Segundo Edson Memória, as lesões articulares demandam atenção especial. “Elas podem deixar sequelas e até mesmo antecipar o processo de envelhecimento, popularmente referido como desgaste, daquele segmento afetado”, destacou ele, alertando para doenças a Artrose, que gera muita dor e transtornos.

ARTROSE

Também chamada de Osteartrite ou Osteartrose, a Artrose é uma doença degenerativa das cartilagens articulares. Antes se acreditava que ela fazia parte do envelhecimento natural do ser humano. Hoje sabe-se que que a doença resulta de uma interação complexa entre integridade da articulação, predisposição genética, inflamação local, forças mecânicas e processos bioquímicos e celulares. As pequenas articulações dos dedos das mãos, joelhos, quadris, pés e coluna vertebral são as mais atingidas.
A cirurgia pode ser indicada em casos selecionados, para a colocação de próteses de substituição, correção de defeitos incapacitantes, ou mesmo para dores refratárias, mas sempre criteriosamente e buscando a melhoria da função articular do paciente e sua qualidade de vida.

ARTROSCOPIA

Artroscopia é um procedimento cirúrgico ortopédico que médicos utilizam para visualizar, diagnosticar e tratar problemas em uma articulação. Desde que esta técnica surgiu nos anos 70, centenas de milhares de pacientes a escolheram ao invés de outros tipos de cirurgia porque a cicatriz é menor, o período de internação é mais breve e a recuperação mais rápida.
Através de um sistema de vídeo a imagem ampliada na tela, o que permite a observação direta da articulação e determina a extensão da lesão para depois indicar a cirurgia específica, se for necessário.
“A mais recente inovação no nosso meio é a realização da Artroscopia do punho, na qual eu consigo realizar reparos de fraturas, reparos ligamentares, limpezas, reparos nas cartilagens e o tratamento daquelas lesões tipo cisto sinovial, com cicatrizes mínimas e baixíssimo índice de recidiva quando comparado a técnica convencional”, informou o Ortopedista Edson Memória.
Há três tipos de lesões: Articulares, Musculares e Ósseas

LESÕES ARTICULARES
São as Entorses (forte distensão dos ligamentos que compõe a articulação. Popularmente conhecida como torção, a entorse é mais frequente nas articulações dos tornozelos e joelhos) e as Luxações (quando uma das extremidades que compõe uma articulação se separa das outras, causando dor forte, inchaço, hematomas, impossibilidade de movimento e mudança de aparência).

LESÕES MUSCULARES
São as Distensões (ocorre quando um músculo se estica demais, gerando a ruptura de algumas fibras musculares ou de todo o tendão ou músculo envolvido) e a Câimbra (contração rápida e dolorosa de um músculo que pode afetar qualquer parte do corpo, mas que, normalmente surge nos pés, mãos ou pernas).

LESÕES ÓSSEAS
São as Fraturas (causam rompimento ou trincamento de um osso).

PERFIL
EDSON MEMÓRIA

Médico graduado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 2008; Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia; Especialização em Cirurgia do Joelho, na Faculdade de Medicina do ABC, em SP (2012-2013) e Especialização em Cirurgia da Mão, no Instituto Pró Hands, em SP (2013-2014). Atende no Hospital São Domingos e Unidade Shopping Passeio do Hospital São Domingos, no Cohatrac; Clínicas IOTE e Vertebrare (Medical Jaracaty) e Clínica Centro Médico Calhau.


EDSON MEMÓRIA FALA SOBRE A PRÁTICA ESPORTIVA

SAÚDE NEWS – Hoje em dia o nível das atividades física e atlética preocupa os profissionais? E eventos como as olimpíadas são um incentivo para sua prática irregular?
EDSON MEMÓRIA – O nível de atividade física só preocupa quando estamos falando daquele atleta que não buscou a correta orientação para o início e para o acompanhamento dessa atividade. Esta avaliação é de extrema importância, e deve ser multidisciplinar, envolvendo desde uma boa avaliação médica do perfil cardiovascular e ortopédico, bem como de um educador físico e de um fisioterapeuta tanto para prevenção como para tratamento de possíveis lesões menores, para que as mesmas não SE agravem. As olimpíadas vêm mostrar como uma abordagem multidisciplinar pode levar a uma prática saudável de atividade física mesmo em altíssimo rendimento.

As mulheres devem ser mais cautelosas, por que?
As mulheres têm um perfil hormonal diferente dos homens, e estão, portanto, sujeitas a diferentes lesões. Soma-se a isso um costume não raro das mesmas em realizar dietas extremamente restritivas, em busca de resultados mais rápidos ou por vezes extremas de perda de peso em busca de uma estética desejada. O resultado desta combinação perigosa são lesões musculares, fadiga, podendo culminar até mesmo em fraturas por estresse.

Para acabar com o desconforto, muitos atletas usam fitas que estão à venda no mercado. Qual a eficácia delas?
Algumas dessas fitas tem mesmo a propriedade de aliviar dores ou produzir mais conforto durante a realização de atividades esportivas e até mesmo cotidianas, e fazem parte do arsenal terapêutico do Ortopedista. O grande cuidado está na correta indicação e aplicação destes métodos, evitando gastos desnecessários, indicações erroneas veiculadas pela mídia ou por algum profissional nao habilitado, e mesmo o mascaramento de um sintoma, que pode levar ao atraso no diagnóstico correto e agravamento de uma lesão.

Quais cuidados deve ter o atleta que exige muito do seu corpo, ultrapassando limites?
Nosso corpo tem demandas que devem ser atendidas para se evoluir numa prática esportiva. Essa demanda vai desde o treinamento, que deve ter constância e programação, para que não ocorram sobrecargas de treino sem o correto preparo do corpo, até o repouso, que é extremamente importante para o reparo e regeneração das estruturas. Quando se deseja atingir resultados rápidos, com cargas extremas de treino e sem o correto repouso, o resultado pode ser bem diferente do esperado e levar a uma lesão, que vai somente retardar a chegada a este objetivo.

Muitas vezes a pessoa sai de uma condição de sedentarismo para a prática esportiva num fim de semana, por exemplo. Isso pode causar lesões sérias nos joelhos?
Esse tipo de lesão é extremamente comum, e envolve aquele atleta de fim de semana que não está com um condicionamento físico adequado àquela demanda. O resultado pode ser trágico, e transformar uma atividade prazerosa em dor e em uma sequela de lesões que podem acometer não somente os joelhos, mas todo o corpo.

O sedentarismo também contribui e gera lesões nos joelhos?
Os extremos são sempre perigosos quando falamos em atividade física. Tanto o excesso como a ausência tem consequências danosas ao nosso organismo. Sedentarismo resulta em encurtamentos dos tendões, em fraqueza muscular e em articulações menos preparadas mesmo para a demanda comum do cotidiano. Essa junção perigosa de fatores resulta em dores articulares, sobrecarga das cartilagens que podem sim evoluir para doenças articulares, e os joelhos são sede comum dessas queixas. Quem não tem um colega de trabalho sedentário que vive reclamando dos joelhos ou da coluna lombar? Essas são regiões de alta demanda mesmo em indivíduos que não praticam atividades físicas, e por isso estão mais sujeitas a apresentar sintomas de forma precoce.

E nas mãos, quais os tipos de lesões mais comuns e os cuidados que se deve ter?
As lesões nas mãos têm as mais variadas origens e tratamentos. Podem ser desde malformações congênitas, traumas, ou lesões produzidas pelo over use, as conhecidas popularmente por LER. O cuidado maior que se deve ter é ao perceber o início de algum sintoma ou surgimento de algo estranho na mão, procurar um Ortopedista especializado com a habilidade necessária para o correto diagnóstico e tratamento. A demora na abordagem pode cursar com a cronificação de uma lesão inicialmente simples.

Tratamento cirúrgico ou conservador no atleta com fratura?
Essa é uma análise complexa, e que não deve ser tomada com pressa ou sob influência de emoções momentâneas. Um conceito mais moderno em trauma ortopédico fala, em termos gerais, que quando temos um paciente jovem e ativo, as fraturas devem ser tratadas de forma cirúrgica de forma a reabilitar precocemente este indivíduo, com o objetivo de devolver a ele o mais precocemente possível a atividade desejada, seja ela esportiva ou laboral. Mas devemos lembrar sempre que a Medicina não é uma ciência exata, e cada caso exige uma avaliação de suas particularidades.

A ortopedia e a qualidade de atendimento no Maranhão

A tecnologia a serviço da medicina não tem limites. Se no passado a infelicidade de um acidente com traumas ou uma artrose eram motivos de restrições à mobilidade humana, hoje o cenário é outro. A medicina, por meio da ortopedia, oferece ao homem a possibilidade de viver com qualidade. Para falar sobre esta específica parte da medicina ouvimos o Ortopedista Gregório Francisco França Ribeiro Júnior, um piauiense que há tempos vive no Maranhão.
O implante de próteses praticamente em todas as partes do corpo devolve ao ser humano a satisfação de uma vida normal e sem percalços que no passado podiam tornar seu cotidiano infeliz e dolorido. Joelhos, coluna, quadril, braços artificiais são projetados e desenvolvidos por meio de alta tecnologia de precisão. A boa notícia é que os avanços chegaram para todos.
“Estive agora em São Paulo e vi que tenho acesso ao mesmo material, de primeira linha, que têm os melhores ortopedistas de lá”, explicou Gregório sobre os avanços tecnológicos nas áreas de ortopedia e traumatologia.
O ortopedista cirurgião se aperfeiçoou em Ombro e Cotovelo, Pé e Tornozelo e Alongamento Ósseo e está em constante qualificação para assegurar a seus pacientes um atendimento de qualidade. Só este ano fez, nos Estados Unidos, um curso de Imersão e Atualização em Cirurgia do Ombro e aqui, no Brasil, participou do XVII Congresso Norte e Nordeste de Ortopedia e Traumatologia, em São Luís (MA) e estará presente no XIV Congresso Brasileiro de Fisioterapia em Reconstrução e Alongamento Ósseo que acontecerá em setembro, em Belém(PA).
“Estamos sempre em busca de algo melhor”, reforça ele sobre a importância da constante qualificação.
Todo o esforço e dedicação colhem conquistas e, ainda esse ano, o ortopedista integrará a equipe que realizará uma cirurgia pioneira no Maranhão, no Hospital São Domingos. Trata-se de uma cirurgia de Tornozelo que traz como novidade uma prótese alemã. Segundo Gregório, será a quarta cirurgia utilizando o material no Brasil. “A cirurgia será um grande acontecimento”, destaca.

QUEDA DE IDOSOS 

Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% caem a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a freqüência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido a variedade de fatores que as predispõem.
Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia.
Tratamento: Exercícios; Intervenções para reduzir lesões; E estratégia de Redução dos Fatores de Riscos.

Artrose e Indicação Cirúrgica

Artrose é o envelhecimento natural das articulações e ocorre em todas as pessoas a partir dos 40-50 anos de idade, que é chamada de artrose primária. Outra forma de artrose é aquela que acomete a articulação depois de uma fratura intra-articular, que é chamada de artrose secundária.
Com a evolução da artrose a cartilagem que compõe todas as nossas articulações vai ficando gradativamente mais fina e incia-se o processo de dor no local e dificuldade de movimento. As articulações dos membros inferiores são as mais comuns devido a carga de peso que elas suportam: quadril, joelho, tornozelo e coluna lombar.
“A cirurgia é habitualmente reservada para os casos de artrite grave e limitante que não respondem a outros tratamentos”, explica Gregório.

ARTROSCOPIA

Dr Gregório ressalta a Artroscopia, entre os avanços dos tratamentos ortopédicos. Trata-se de um procedimento cirúrgico que permite ver o interior de uma articulação em seu corpo usando um equipamento chamado “artroscópio”. Ele permite ao médico olhar diretamente para as estruturas de dentro da articulação, como os ligamentos (tecido resistente que liga um osso ao outro), a cartilagem (tecido liso que cobre as extremidades dos ossos nas articulações) e outras estruturas.
O procedimento pode ser usado tanto para diagnosticar, quanto para realizar o reparo de um problema articular. A artroscopia é mais comumente realizada no joelho e ombro, mas também pode ser feita no quadril, tornozelo, cotovelo e punho.

A artroscopia é usada principalmente como método cirúrgico para reparar lesões intra-articulares. Dentre as indicações mais comuns estão os tratamentos:

  • Para as lesões de meniscos, cartilagem e ligamentos no joelho
  • Para reparo de tendões, cartilagem e tratamento da instabilidade do ombro
  • Para lesões de cartilagem e impacto do quadril e tornozelo
  • Biópsia de tecidos intra-articulares nas diversas articulações.

ALONGAMENTO ÓSSEO

Irregularidades do crescimento na infância, acidentes, infecções e problemas congênitos podem gerar diferença de tamanho entre um osso e seu lado contralateral (dismetria). Para corrigir essa diferença, é realizado um procedimento cirúrgico chamado de Alongamento Ósseo, especialidade da ortopedia que Dr Gregório domina.
Na cirurgia, o osso é alongado pouco a pouco. Após ser cortado, um novo osso passa a ocupar a zona a ser alongada. Correções de angulações também podem ser feitas por meio do mesmo processo. Há quem faça a mesma cirurgia com finalidade estética, já que pessoas de baixa estatura podem crescer de três a dez centímetros após do término da fase de crescimento.
O tempo de recuperação e a quantidade de centímetros alongados dependem das condições gerais de saúde de cada pessoa.

QUALIDADE NO ATENDIMENTO MÉDICO

Gregório ressalta ainda a forma com que se conduz um tratamento hoje. A relação entre médico e paciente ganhou qualidade ao longo dos anos. “Essa relação mudou bastante, evoluiu, pois hoje a consciência do profissional é de que o paciente é um parceiro. O médico não se coloca mais no pedestal”, explica o ortopedista.

Entre as condutas a serem adotadas para qualificar o atendimento estão:

Discutir melhor as opções terapêuticas com os pacientes, principalmente na hora de indicar uma cirurgia;
Médicos cirurgiões serem medidos pelos seus resultados (incluindo reclamações de pacientes que foram mal atendidos);
Não pedir qualquer exame sofisticado sem justificativa, como, por exemplo, ressonância magnética, um dos mais caros. A rotina de pedir exames deverá seguir uma diretriz, estabelecida pela literatura médica. O que não estiver nesta diretriz, não pode ser autorizado.
Os médicos devem utilizar materiais de alto custo somente se estes forem necessários para as cirurgias.

SAÚDE DA COLUNA

A coluna vertebral é o eixo central do corpo. É exigida em quase todos os movimentos e ainda funciona como um duto de feixes nervosos, ligando diversos órgãos e outras partes do corpo ao cérebro.

Principais problemas da coluna vertebral:

Cifose: é também um desvio da coluna, mais facilmente percebido quando a pessoa está de lado, pois as costas ficam arqueadas, o tórax retraído e os ombros projetados para a frente;
Lordose: desvio da coluna característico na região da bacia, causando uma curvatura exagerada no local;
Hérnia do disco intervertebral: a parte mais central do disco, que se localiza entre as vértebras, sai da estrutura da coluna, causando dores muito fortes e até mesmo paralisação dos movimentos;
Artrose: conhecida como bico-de-papagaio, é causada pelo atrito entre as vértebras. Depois de algum tempo, surge uma espécie de calcificação, que pode comprimir alguns vasos sangüíneos ou nervos.
Escoliose: a coluna se desvia para o lado, passando a apresentar uma deformidade; surge por causa da má postura, ao se usar por tempo prolongado um só lado do corpo.

PERFIL

Gregório Francisco França Ribeiro Junior (CRM 4073):
Médico graduado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1997;
Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia;
Especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo, Pé e Tornozelo e Alongamento Ósseo.
Atende no Hospital São Domingos e no Centro Médico Calhau.

São Luís sedia Congresso Norte e Nordeste de Ortopedia e Traumatologia

Foi realizado em São Luís (MA), no período de 2 a 4 de junho, o XVII CNNOT – Congresso Norte e Nordeste de Ortopedia e Traumatologia. O evento aconteceu no Hotel Luzeiros e reuniu profissionais de todo o Brasil e de Portugal para promover integração multiprofissional nas áreas afins da Ortopedia.

O encontro foi um dos mais relevantes eventos científicos da Ortopedia Brasileira e envolveu uma macrorregião composta de 16 regionais – a maior em número de unidades membros. Foram 3 dias de programação diversificada. Um dos temas discutidos no congresso foram as Olimpíadas do Rio 2116 e toda a temática que envolve a Medicina do Esporte.

Para o presidente do Comitê Executivo do XVII CNNOT, Dr Heetor Carvalho, o evento teve como meta entregar à sociedade um evento de alto nível, com organização igualmente satisfatória. “Isso foi atingido além de nossas expectativas”, disse.

No congresso participaram ortopedistas, residentes de ortopedia, enfermeiros, terapeutas e universitários da área de saúde.

“Tivemos envolvimento na programação científica de mais de 100 palestrantes no total, com presença de colegas ortopedistas de todo o Norte e Nordeste, grandes nomes da ortopedia brasileira, além de convidados internacionais, como o enfermeiro Manuèl Padìn e o ortopedista Jorge CruZ de Melo”, ressaltou Dr Heetor.

PAUTAS DO CONGRESSO

Sobre os temas da ortopedias e traumatologia discutidos no evento, o presidente do Comitê destacou as subáreas de coluna, pé e tornozelo, joelho, quadril, ombro e cotovelo, punho e mão e tumor ósseo.

Segundo o Comitê Executivo, um dos pontos mais relevantes do congresso foi a Cirurgia ao Vivo, realizada no Hospital Universitário, dia 04 de julho, chefiada pelo ortopedista europeu Dr Jorge Cruz Melo, e coordenada pelo chefe do serviço de cirurgia de quadril, Dr Raul Almeida, além do Dr. José Carlos Amaral, chefe do serviço de residência em ortopedia e traumatologia, Dr. Orlando Matos, cirurgião de quadril. “Foi de grande relevância pela sua complexidade para sua realização e o envolvimento de grande número de profissionais”, completou. Também ocorreu simultaneamente o I Simpósio Internacional de Enfermagem Cirúrgica, presidido pela Enf. Magda M. O. Carvalho e como convidado internacional o Enf. Manuèl Tresandì padìn.

CAMPANHA DE COMBATE AOS ACIDENTES DE TRÂNSITO:

Durante o congresso foi realizada também a II Corrida Trânsito Sem Fratura. A corrida teve grande participação de ortopedistas, outros profissionais da saúde e esportistas em geral a nível profissional e amador. Com apoio importante de órgãos governamentais como o Detran-MA, Semtur, e patrocínio de grandes empresas da nossa capital, o evento se configurou em sucesso e grande repercussão.

Foi mais uma oportunidade para todos alertarem sobre os problemas de acidentes no trânsito, participar de uma atividade física e de espírito desportivo e também prestigiar mais um importante evento em nossa capital.

“A campanha foi um sucesso, no tocante da realização da corrida no dia 05 de junho com grande participação da população em geral e uma infraestrutura completa para atendimento do atleta. A divulgação nos meios de comunicação e redes sociais estiveram ao nível necessário do evento.”, destacou a SBOT-MA.

DR JORGE CRUZ DE MELO

O Dr. Jorge Cruz de Melo é médico especialista em Ortopedia e Traumatologia (Ordem dos Médicos 1996), membro da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Ortopédica (SPOT), da Sociedade Portuguesa de Artroscopia e Medicina Desportiva e da Sociedade Internacional de Ortopedia (SICOT). É uma referência nacional e internacional na cirurgia da anca e é assíduo convidado em Congressos sobre Artroscopia da Anca, Tratamento Conservador da Anca no Adulto Jovem e Tratamento do Conflito Femoroacetabular.

O Dr. Jorge Cruz de Melo é também especialista em Artroplastia da Anca (Prótese da Anca) e as suas revisões e tornou-se uma referência internacional na utilização da prótese da anca S-ROM®.
O Dr. Jorge Cruz de Melo é pioneiro em Portugal no tratamento por artroscopia da patologia da anca, nomeadamente o Conflito Femoroacetabular, Conflito IsquioFemoral e Trocanterite da Anca.

É responsável pela Unidade da Anca do CHEDV e do Hospital da Arrábida (Grupo Espirito Santo Saude).

Simulação de Resgate

Durante o XVII Congresso Norte e Nordeste de Ortopedia e Traumatologia (XVII CNNOT), realizado de 02 a 4 de junho deste ano, houve uma programação especial na sexata-feira com uma apresentação completa de Simulado de Resgate.

A demonstração foi no intervalo do almoço na área adjacente do Hotel Luzeiros, contando com todo o aparato oficial de segurança pelos órgãos públicos competentes e estrutura necessária. Foi o resultado de uma parceria eficaz entre Corpo de Bombeiros, SAMU e Comando Tático Aéreo da Polícia Militar, no atendimento às vítimas de acidente automobilístico.

Assim, um cenário de acidente com veículos e vítimas foi montado no local, iniciando o resgate com o atendimento do corpo de bombeiros com desencarceramento e manipulação das vítimas, seguido da estabilização e atendimento inicial da equipe de saúde, finalizando com a remoção das vítimas por resgate aéreo envolvendo o trabalho do comando tático aéreo (CTA).

Tal apresentação teve com foco principal mostrar aos congressistas do XVII CNNOT, bem como à comunidade geral, o excelente e admirável trabalho desenvolvido no atendimento às vítimas de acidente de trânsito em Estado do Maranhão.

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