Atenção mulherada! saiba como combater a TPM

Primeiramente é importante deixar claro que se sua Tensão Pré Menstrual (TPM) for bem severa, o recomendável é procurar , um médico o mais rápido possível para descobrir qual é a causa desse desequilíbrio hormonal. Mas, se seu nível de TPM é moderado ou mais fraco, que tal experimentar algumas dicas naturais para amenizar os sintomas?

Os sintomas da TPM (que vão desde a depressão ao ganho de peso ou sensação de inchaço) variam de mulher para mulher. Duram geralmente entre 5 a 10 dias antes da menstruação. Atualmente, acredita-se que a função fisiológica do ovário seja a causa das alterações neuropsicoendócrinas que interferem tão drasticamente na vida das mulheres.

Estilo de vida

Manter um estilo de vida saúdável vai melhorar muito seu bem-estar em geral, inclusive os sintomas da TPM.

Uma boa alimentação, associada ao consumo de frutas nesse período, deve ser intensificado. A quantidade de água ingerida também deve ser generosa e a redução no consumo de sal, açúcar, cafeína e álcool também podem ajudar em problemas como na retenção de líquidos, irritabilidade e cólicas. Em relação as atividades físicas, durante a prática, há liberação de endorfinas, causando sensação de bem-estar. Portanto, movimente-se! Caminhadas ao ar livre, especialmente em lugares em contato com a natureza são altamente benéficos.

Dormir bem e evitar o estresse também devem fazer parte desse estilo de vida mais saudável.

Vitaminas e Minerais 

*Cálcio e Vitamina D: Uma dieta rica em cálcio e vitamina D podem dar um “chega-pra-lá” na tensão pré-menstrual. A dupla diminui a contração muscular do útero e a retenção de líquidos, aliviando cólicas, dores nas costas e o inchaço. Além de tomar sol (ou fazer suplementação de vitamina D), abuse do gergelim e vegetais verde escuros.

*Vitamina E: A vitamina E pode aliviar sintomas como ansiedade e sensibilidade mamária entre outros. Por ser antioxidante, recomenda-se o consumo de alimentos fonte de vitamina E. Alimentos: germe de trigo, nozes, carnes, amendoim, óleos vegetais, ovos.

*Magnésio: O magnésio também está envolvido na atividade da serotonina e de outros neurotransmissores, e sua deficiência pode amplificar os sintomas da TPM. Alimentos fontes: leite, leguminosas, cereais integrais, vegetais e folhas verde escuras.

*Vitamina B6: A vitamina B6 atua na formação de serotonina e dessa forma proporciona melhora nos sintomas de alterações de humor. Por isso, indica-se que se atinja as recomendações diárias desta vitamina. Alimentos fontes: fígado, ovos, soja, aveia, farelo de trigo, batata, germe de trigo, cenoura, amendoim, nozes, etc.

Tratamentos naturais

Chás diuréticos são excelentes indicações para ajudar a aliviar o inchaço e também alguns ajudam a acalmar (camomila, hibisco, erva-doce e chá verde).

A erva-de-São-João ajuda a aliviar a insônia e melhora a depressão.

Outra erva interessante é o vitex agnus-castus, usado para aliviar os sintomas da TPM há centenas de anos. Este arbusto originário da região mediterrânea é utilizado na medicina popular como chá para re-equilíbrio hormonal, contra insônia e a ansiedade.

Óleo de Prímula

O óleo de prímula é um dos medicamentos naturais que tem efeitos confirmados no combate aos sintomas da TPM. Ideal para amenizar dores nas mamas, e outros sintomas desagradáveis. Além de permitir o alívio dos desagradáveis sintomas como irritabilidade, mau humor, depressão, dores e inchaços nos seios, ele não tem os inconvenientes causados por tratamentos à base de anti-inflamatórios e antidepressivos.

Esse efeito se deve ao linolênico, que funcionam como intermediários nas sínteses de outras substâncias reguladoras dos hormônios sexuais femininos. Essa propriedade de regulador hormonal do óleo de prímula ameniza os sintomas da TPM e ele ainda possui um ótimo efeito sobre a pele, controlando a oleosidade e mantendo sua elasticidade.

 

Dia Mundial de Combate à Osteoporose

O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, é uma data para chamar atenção para o problema que, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil. Outro dado da IOF revela que de cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose; e deste número, um em cada cinco, recebe algum tipo de tratamento. A Osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição de massa óssea, fazendo com que os ossos fiquem fracos e sensíveis com possibilidade de quebrarem aos mínimos esforços. Os ossos, além de promoverem sustentação ao nosso corpo, são o nosso deposito de cálcio, um mineral necessário para a execução de diversas funções como os batimentos cardíacos e a força muscular. É uma estrutura viva que está sendo sempre renovada. Essa remodelação acontece diariamente em todo o esqueleto, durante a vida inteira. Os locais mais comuns atingidos pela osteoporose são a espinha (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e braço (úmero).

Fatores

Há um conjunto de fatores que influenciam e favorecem o desenvolvimento de Osteoporose, entre eles, menopausa, envelhecimento, excesso de fumo e álcool e dieta pobre em cálcio. A prevenção da osteoporose que deve se iniciar na infância e mantida ao longo da vida, ocorre através de uma alimentação saudável, com boa quantidade de alimentos ricos em cálcio (especialmente presente nos leites e derivados). Além disto, deve-se proporcionar para a criança e o adolescente a possibilidade de brincadeiras e atividades ao ar livre. Isto não somente vai estimular o exercício físico que fortalece o esqueleto em crescimento, mas também possibilitar a exposição ao sol para que ocorra a produção de Vitamina D na pele.

Prevenção

Um fator importante para prevenção da Osteoporose é uma adequada exposição solar para a produção de vitamina D na pele, fundamental para a absorção do cálcio pelo seu organismo. Quanto a dieta, é fundamental que os pacientes com osteoporose adotem uma alimentação rica em cálcio, com uma ingestão media de 1200 mg desse mineral diariamente. Mesmo entre aqueles que já tem osteoporose, a prática regular de exercícios deve ser encorajada. É consenso que a adoção de hábitos como as caminhadas associadas à atividades que melhorem a força, flexibilidade e coordenação, são altamente recomendadas para a manutenção da saúde dos ossos.

Sugestões

Para atingir a ingestão recomendada de cálcio de maneira bem fácil:
Opção A: 2 copos de leite semidesnatado + 2 colheres de sopa de requeijão + 1 fatia de queijo minas.
Opção B: 1 copo de leite semidesnatado + 1 iogurte com 2 colheres de sopa de gergelim + ½ lata de sardinha + 2 folhas de couve.
Aqueles que não gostam de leite puro, a dica é bater com uma fruta. Pequenos detalhes podem aumentar a ingestão e melhorar a absorção de cálcio: não beba café, refrigerante ou chá junto com as refeições ricas em cálcio; salpique sobre a salada 1 colher de sopa de gergelim diariamente; nos lanches, use sempre uma fonte de cálcio – leite, iogurte, queijo branco.

 

Dieta x Exercício? Saiba o que emagrece mais

Uma pesquisa publicada no periódico “Obesity Reviews” analisou os resultados de 15 trabalhos diferentes. Todos mediram o efeito de atividades físicas (como caminhada e corrida), em pessoas que não fizeram mudanças nas suas dietas. Para quem subestima os exercícios físicos, as conclusões são desanimadoras. Na maioria dos resultados – que envolveram 657 pessoas e duraram de três a 64 semanas – a eliminação de peso foi menor do que a esperada.

Realmente, quando o assunto é agilizar o emagrecimento, a alimentação leva vantagem. Isso é pura matemática! A conta é simples: para eliminar 1 quilo de gordura corporal é necessário gastar cerca de 7 mil calorias, o que só é conquistado com um treinamento intenso de duração, em média, de 14 horas. Ou seja, é mais fácil não consumir, em fração de segundos, cinco biscoitos recheados com cerca de 400 calorias fechando a boca do que eliminá-las em 1 hora de corrida. Uma pessoa com sobrepeso pode consumir mais de 3.000 calorias por dia e um obeso chega a 5.000. Não tem como compensar isso com exercício. É preciso reduzir pelo menos 40% da ingestão de alimentos, pois é muito mais fácil cortar o consumo dessas calorias do que gastá-las suando a camisa. Vale ressaltar que o gasto de energia resultante do exercício não é o mesmo para todo mundo, varia a partir do condicionamento físico e as características pessoais de cada indivíduo (altura, peso, idade). Talvez um dos fatores para que não ocorra um emagrecimento relevante para quem faz somente exercício, é que a pessoa pode acabar compensando a eliminação de calorias comendo mais. Isso aconteceu em pelo menos dois artigos analisados.

Reeducação alimentar

É comum as pessoas subestimarem os efeitos da atividade física. As pessoas têm uma noção errada de que, se fazem exercícios, elas podem comer o que quiserem. Se você fizer uma hora de atividade e depois tomar uma cervejinha, já recuperou as calorias antes eliminadas. Uma hora de caminhada por dia muda indicadores de saúde, mas não necessariamente faz emagrecer. Para gastar 500 calorias (meta diária de quem quer perder meio quilo por semana) é preciso fazer uma hora de atividade de alto impacto, como uma aula de spinning. O esforço pode ir embora com dois pedaços de pizza.

O maior problema da obesidade é o sedentarismo. A alimentação tornou-se importante porque hoje, o gasto calórico médio da população é ínfimo. Dietas sem atividade física são insustentáveis e, em longo prazo, acabam em efeito sanfona. Diversos estudos indicam que fazer DIETA ENGORDA (isso mesmo). O ideal é fazer reeducação alimentar, que é completamente diferente. Quando você faz só a restrição alimentar, tem que comer cada vez menos para continuar eliminando peso. Com o emagrecimento, o metabolismo vai ficando mais lento porque fazendo somente dieta a pessoa elimina, além de gordura, massa muscular. Mais importante do que eliminar peso é mudar a composição corporal. Emagrecer é diminuir a quantidade de gordura corporal, não só eliminar quilos. Quem treina pode até ganhar uns quilos porque há um ganho de músculo, que é mais pesado que a gordura. Lembre-se que os ganhos da atividade física na saúde são mais importantes do que a diminuição de um número na balança. Portanto, combinar reeducação alimentar com exercícios físicos é a forma mais saudável de emagrecer. Mas se você ainda não se convenceu, vamos aos números: para eliminar 1 quilo por semana apenas com dieta é necessário cortar cerca de 1000 calorias por dia da alimentação. Agora, se a opção for fazer exercícios, você vai ter que gastar 1000 calorias a mais por dia.

Guia alimentar para a população brasileira deve ser levado a sério

A segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira foi lançada em 2014 e traz importantes mudanças conceituais em relação à anterior, lançada em 2006; refletindo as alterações no padrão alimentar e nutricional da população. É um documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação adequada e saudável para a população brasileira, configurando-se como um instrumento de apoio às ações de educação alimentar e nutricional e norteador das ações no Sistema Único de Saúde (SUS) e também em outros setores. A publicação apresenta um conjunto de informações, análises, recomendações e orientações sobre escolha, combinação, preparo e consumo de alimentos que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo. O Guia é para todas as pessoas, individualmente e como membros de famílias e comunidades, assim como cidadãos.

A população brasileira deve levar em consideração o guia alimentar, porque além do documento fornecer recomendações sobre escolha, preparo e consumo de alimentos, o Guia considera os fatores do ambiente que favorecem ou dificultam a colocação em prática dessas recomendações, indicando formas e caminhos para aproveitar vantagens e vencer obstáculos.

Equilíbrio

O Guia Alimentar postula que uma alimentação adequada e saudável perpassa por aspectos biológicos e sociais do indivíduo, devendo estar em acordo com as necessidades alimentares especiais; ser referenciada pela cultura alimentar e pelas dimensões de gênero, raça e etnia; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade, atendendo aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer; e baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis. Entretanto, como colocado pelo Guia Alimentar, uma alimentação saudável não se restringe ao consumo de nutrientes, sendo importantes para a saúde os alimentos, as inúmeras possibilidades de combinações entre eles e suas formas de preparo, as características do modo de comer e as dimensões sociais e culturais das práticas alimentares.

O Guia reforça que uma alimentação adequada e saudável precisa ser balanceada, deve priorizar os alimentos in natura e minimamente processados, bem como preparações culinárias feitas com esses alimentos, e limitar o consumo de alimentos ultraprocessados. Além disso, as recomendações consideram as circunstâncias que envolvem o ato de comer, valorizando a maior interação social e o prazer que a alimentação proporciona.

Uma síntese das recomendações do Guia é oferecida na forma de ‘Dez Passos para uma Alimentação Saudável’.

Acesse o conteúdo completo do Guia Alimentar para a População Brasileira.